Orquestra Sinfônica de Campinas apresenta Ópera Condor, de Carlos Gomes

Orquestra Sinfônica de Campinas
Em comemoração ao início do mês Carlos Gomes, a Orquestra Sinfônica de Campinas realiza apresentação especial nos dias 4, 5 e 6. A obra é Condor, que será executada em forma de “Cortina Lírica”. A regência será de Luiz Fernando Malheiro. Para a execução, a OSMC terá a participação do tenor Juremir Vieira, da soprano Janete Dornellas, da também soprano Cláudia Azevedo e da mezzo-soprano Juliana Parra.
A ópera, em três atos, se inicia com um Prelúdio, no qual vários elementos constitutivos da ópera são apresentados. O primeiro ato acontece nos jardins reservados de Odaléa e na primeira cena aparece Adin, o pagem da rainha, que embora seja um rapaz, é cantado por um soprano. Esta personagem atua na ópera como um comentador dos acontecimentos. Neste primeiro ato, Condor invade o castelo da rainha para declarar o seu amor, causando a ira do povo e do astrólogo da corte, Almazor. Entretanto, Odaléa, para espanto de todos, não o condena à morte, como seria usual.
O segundo ato se passa em frente à Mesquita de Omar, onde o povo demonstra sua ira contra as atitudes da rainha. Na cena II surge Zuleida, a mãe de Condor, que tenta chamar o filho à razão contra este insensato amor. Na seqüência, a comitiva de Odaléa é atacada por bandoleiros, mas é salva por um corajoso e incógnito cavaleiro. Ao fim do ato, este se revela ser Condor e a rainha o promove a emir da corte, o que aumenta ainda mais o furor dos sacerdotes e do povo.
O terceiro e último ato, inicia-se com o Noturno, um dos trechos mais conhecidos desta ópera. A ação se passa no quiosque real, diante de um lago iluminado pela luz da lua e ao longe se vê a cidade. A primeira peça é o conhecido Monólogo de Odaléa, uma ária, na qual ela reflete sobre seu amor impossível por Condor. Em seguida ele surge e Odalea, não mais resistindo, revela o intenso amor que lhe devota. Condor fica extasiado por, finalmente, ser correspondido e sugere à Odaléa que fujam. Mas é tarde, a rainha mostra a cidade, onde a rebelião se instalou, em chamas. Em pouco tempo chegam os revoltosos para vingar o sacrilégio de Condor. Este, compreendendo que só a sua morte poderia salvar sua amada rainha, suicida-se com um golpe de punhal. O povo recua apavorado enquanto Odaléa mostra o corpo exânime de Condor e diz: agora, Bárbaros, despedacem também meu coração!
Serviço
- Ópera Condor, com a Orquestra Sinfônica de Campinas sob a regência de Luiz Fernando Malheiro
- Dias 04, 05 e 06/09/2008, às 20h.
- Local: Sala Luís Otávio Burnier, em Campinas / SP
- Ingressos vendidos no local, inteira: R$ 20,00, estudantes, idosos (acima de 60 anos) e aposentados pagam meia entrada. As bilheterias são abertas das 16 às 21 horas, de terça a sábado, e das 10 às 11 horas aos domingos.
- Mais informações no telefone (19) 3232-4168.
Fonte: http://www.osmc.com.br/, via newsletter.

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